são limitações. cantos sujos nas paredes do hospício (azulejos não respondem às questões da metafísica) maçã verde mega-sena guetos high society comensais.
a felicidade pode ser um vaso de cândido e ancestral porcelanato chinês
dependurado porque não das maiores absurdas alturas por sobre agulhas nascidouras da terra molhada
nos vastos campos
(comunistas arrozais hare rama mcdonald's budha)
imagino o mais puro prisma que exista e proponho circunda-lo em manchas negras
de todas as formas e tamanhos e texturas conhecidos
pelos seres
desumanos,
a plenitude talvez repouse não na cor da tela, mas sim no quanto do branco dela conseguimos brindar
me parece ser o grande segredo. aquilo que não vemos.
a nos permitir enxergar em negativos de alma exposta o que resta e que sobra
além das manchas
além dos vasos,
além da dor
passos dançados de olhos fechados e corpos suados sem deixar quebrarem-se em lascas os tesouros virgens da manhã do fim dos tempos.
o bem que me quero é o bem que me quer.
e a minha essência,
um sorriso bobo inocente envergonhado deslocado,
fora do tempo
e do espaço