não havia opções.
não era a hora
não era o lugar,
não era a música que nos levava a violentar quadris em pés-no-chão
nem os teus olhos que no escuro parecem dois poços tão profundos quanto o inferno..
(ou tão somente o universo. cega a curva no canto de cada um dos teus olhares sem destino e sem culpa)
não era a companhia
ou a loucura
ou o le tigre após o escuro
nem a forma da tua boca
nem o cheiro na tua nuca um tão afetuoso abraço que eu não sei mais
expressar
em
palavras
se o que me tocou, o fez na alma
(babe, não há fim, somos eternos)
não era a perspectiva de um azul domingo em blues
nem assim tampouco tão pouca a minha pretensão em lhe trocar por outra
boca
outra
boca
outra
se soubesses.
a razão enlouqueceu se jogou do penhasco sobre o mar
isto é autobiográfico, isto é real. sangue e lágrimas, nada dessa putice pré-arranjada na cara da outra em sorriso amarelo-histérico. microfones luzes pó-de-arroz e muitas câmeras de tevê, todas as hienas hão de se saciar que o crime é farto!,
a real é que o tempo tem seu tempo. é todo ele um jogo de nuances
todo ele
um silêncio em dizeres
um menos é mais
(you know my dear friend)
a consciência do impossível no contexto fez-me assim, deixar-te passar...
porque se nesta madrugada fomos tu e eu, tão segregados
é porque no amanhã existe um lacre embaixo do qual luminoso resta em negras letras o seu nome e num pronome toda a força que eu possuir em lhe extrair sorrisos vivos,
- minha.
e eu sei.
só o que realmente espero
(talvez implore,
imploro...)
é que não morras antes que eu seja teu.
a rainha não é mais da realeza
não é mais
a rainha
já não tem tanta certeza
do que diz
e do que
faz tempo que não se vê uma noite assim tão nua sem luar,
pobre nobreza
o espírito é capaz de dar à volta um comprimento torto
mas não pôde tolerar o desrespeito à hierarquia
e a plebe
silenciosa
e
abnegada
como as ramificações de um
tumor
na alma
bateu em arfante retirada
e orgulhosa
deu à torcer reles sola uma memória:
- hasta la vista, queenie