jovem argentino família classe média-alta estudante medicina ideologia uma garota e pequeña-gone-crazy-fucks-everything-up viagem de moto america del sur
não volta mais.
desce até as mais baixas chagas sobe até chegar em
cuba
donde hizo la
re
vo
lu
ción
eu e a artista distante a nós dois
enquanto pó que somos
prezada heterônimo e mulher,
sobre o que conversávamos na outra tarde - a moça - , pincei algumas respostas, talvez não mais do que fazer nascerem mais perguntas mas vá lá, há poesia,
eu não penso que seja genial
eu não lhe cobraria tanto assim.
sempre a achei sincera, porém. de uma honestidade rara e única,
um quadro em tela a se transpor em pele, no entanto, e fez-se pronta a cicatriz em dor-do-amor: apenas mais um ser humano comum
- o amor é a face mais egoísta em todos nós.
a moça quer alguém que se encaixe em um padrão. que de longe lembre o gênio mas de perto - faça-me o favor - que não transpasse em ousadia as fronteiras cegas do seu ego alguém que conhecerá as mesmas praias e discos e os mesmos parques e promessas e as exatas mesmas dobras do lençol,
a moça não ama ninguém a não ser ela mesma
e a não ser que seja ela. mesma.
pré-ordenada forma.
não chega a ser mau conquanto apenas ordinário e comum,
há frustração:
- ela não passa daquilo que sempre condenou.
e a culpa é só minha. vi um ruivo deus onde só havia fomentar e lhe ensinei a brilhar num par de óculos de sol
me aflige como um câncer.
por dois minutos
e
meio
que somos egoísticamente monstruosos e iguais.
que sina e eterna maldição! plantar a esmo e torcer ver nascer: l´amour.