me arrependi por ter dito
depois amargurei ter noticiado o arrependimento
e agora
me arrependo por um dia eu ter me arrependido
e isto talvez seja um círculo
vicioso
e
viciado
- já lhe falei sobre o vício que repousa na dor. no conforto que há na dor...
não ignore.
pequena.
não ignore os sentidos, não ignorar os sentidos...
verbos.
trago comigo uma rosa
uma lua amarela
um cheiro doce quando afora à roupa os ombros da mulher
um monumento.
à nossa enorme grandeza em nos manter afastados.
- que esta é a maior das formas todas de poder
e a paz talvez resida na ignorância, afinal.
por um segundo pensei que talvez a regressão ao estado primal de sentido alheio a qualquer julgamento e/ou juízo de valor maniqueísta e/ou reminiscência de dor
talvez seja esta mesma a regressão a transportar a alma para fora dos limites de consciência,
e por que não tomarmos por sê-la então a arma branca a nos fazer destruir toda a racionalidade e o conhecimento de fatos quaisquer,
(fatos quaisquer)
e
assim
(como sábios os deuses a idealizar o pôr-do-sol)
talvez possamos nos abrigar em um abraço um beijo morno um gosto roxo uma tarde deitados cansados de tanto nos fazer gratuito amor
talvez possamos encontrar o caminho do bem
quando
tornados capazes de fazermo-nos ignorantes.
escrevo um monte de mentiras misturadas com um monte de verdades e mais algum tanto de poesia ultra-romântica, e estas duas últimas é que me fazem ter pena de apagar tudo como se scraps indesejados fossem.
talvez seja o caso de parar de vez com os impulsos.
sem orações subjetivas sem pensar - isto é uma regra.
ela roubou minha idéia.
ou tivemos a mesma....o que seria tão lindo
,
você sabe do que falo?
(você sabe do que fala?)
você.
eu queria estar na europa.
eu queria estar na europa a pé uma mochila nas costas uma língua desconhecida a companhia de mim mesmo, a minha alma
e minhas 17 conflitantes personalidades disfarçadas
eu queria ter fotos com a ingrid bergman
e queria ter nada do que eu tenho, tudo tão falso!
eu queria ser jack sparrow.
eu queria entender o porquê das coisas
talvez não todas
porque certas fazem bem em não fazerem-se entender,
eu queria te contar sobre os ilhismos. que são metáforas fatoriais. metáforas ao quadrado, metáforas da metáfora!,
queria não mudar de assunto quando o assunto é um céu aberto um céu de dor....
queria te falar do amor que sinto por você.
porque talvez seja estranho demais para que entendas nos meus olhos.
e eu já quis negar tudo isso
jogar tudo isso
pra cima
mas a verdade é que o sucesso nessa doce e terna e barata_ilusão depende apenas do quão forte é o desespero e do quão alto chega a dor
,
nunca do quanto a dor lhe some
porque não.
(jamais!)
a nua realidade é que vai descer o que hoje sobe, o que tu jogas te puxa um dia e te cobra a alma em juros - ela jogou tudo pra cima e se mandou e não voltou não volta não não volta...
não volta nunca mais
e isso te cobra.
um dia.
te cobra a alma e te cobra o tempo e te cobra os cheiros e os toques que você desperdiçou enquanto amava a porra da tua própria sombra!,
estúpida.
tudo
tudo
tudo o que não volta
nunca mais: o amor
que não sinto por ella.
nem pela outra..
mas que em mim, carregues bem,
- em mim ainda tem o seu nome.
eu queria entender mas como sempre só o que eu fiz foi piorar a situação,eles não estão entendendo nada...........
uma vez ela me disse assim, que eu queria tudo o quanto antes
tanto
ontem
que eu queria viver tudo a mais assim tudo tão rápido demais
,
- você tem pressa.
só admiti para contestar, o quanto eu o certo. o quanto. eu.
eu
eu corro mesmo. a mente gira, gira gira em pensamentos que são todos bombas atômicas corredores sem fim do imperfeicionismo o culto ao ilógico destrutivo niilista porém hippie
porém hippie
,
eu sempre consigo parar pra pensar.
é essa a diferença: você corre e perde o chão e dá de cara no non-sense e pensa que eu estive o tempo todo assim, voando
quando na verdade o que eu só sei fazer e ser é isto mesmo. querer com pressa.
simplesmente não há razão para pedidos de desculpas portanto.
eu quis com pressa porque é este o meu saber querer.