Yo

definições

são limitações. cantos sujos nas paredes do hospício (azulejos não respondem às questões da metafísica) maçã verde mega-sena guetos high society comensais.

e-

Ellos y Ellas

.palavras

celulativa | tessio
bolero revolto | dani
pausa para o glamour
amavisse | letícia
kitsch cat | camiss
filósofo da zona | fábio
, | débora
sunshine superman | giu
beat boteco
último grito
meu nome é regina!

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devianART | anne
| letícia

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radamanto

***

# circo motel
# siete armas
# anistia internacional - españa
# world jump day
# miguxeitor

las cosas rotas
(no se vuelvem)

* el pasado
* el pasado aún que más lejos

......08-05
......09-05
......10-05
......11-05
......12-05
......01-06
......02-06
......03-06
......04-06
......05-06
......06-06
......07-06
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......09-06
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......02-07
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......08-07
......09-07
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......12-07
......02-08
......05-08
......06-08

Sábado, Junho 07, 2008


não saberia dizer quando comecei a escrever
ouvi uma vez dizerem que aos três já lia
literatura especializada: turma da mônica
simpatia por cebolinha
porque gosto dos perdedores
dos subversivos
rastafaris
comunistas
junkies
anti-heróis

billie holiday gunsnroses tomjobim stones bobmarley mutantes cartola e stonetemplepilots coabitam o mesmo barraco
reflito sobre cuba, uso pontuação uma vez por semestre e eventualmente sou possuído por um pseudônimo
ademais acredito piamente que em vidas passadas fora uma prostituta viciada cheia de encostos um junkie overdósico a deixar viúva louca (cheia de encostos) posteriormente o próprio torquato neto e antes deles todos uma jezebel um velho dakota joana d´arc e mariamadalena

a não-lembrança é também uma face bela da memória

já faz um tempo que passei a ver nisso uma forma de terapia
algo que maiêutica
o maior lance de escrever é assistir impotente o enlouquecimento questionar a si mesmo da razão das coisas
e daí a própria cura
a salvação

onde começa o desespero onde termina a compaixão

não gosto de vírgulas
reverencio a epifania
o anti-clímax
predicados alcoólatras e verbos fora de controle
bizarras formas e destaco o meu carinho às que permitem tratar do passado por infinitivos
e as figuras de linguagem
metonímia e sinestesia voluntárias
e um monte de coisas cujo nome desconheço sem querer
metáforas soam vulgares eu prefiro expor feridas
como elas são


claricelispector josésaramago georgejung albertocaeiro scottweiland torquatoneto ferreiragullar machadodeassis marçalaquino gregoriodematos


os que sangram
os malditos
esquizofrênicos mal-ditos sujos perdidos fodidos incompreendidos
os crucificados
jesus cristo, cheguevara
você
eu

- é bom saber que este cantinho maldito continua sempre por aqui
definiu um dia dani blue
por sua escrita há muito respeito
existe de fato um top five escritores irmãos grandiosos co-autores de um mesmo crime perfeito
mas
o caos, o caos
já me disseram que escrevo como bukowski
ocorre que
jamais li bukovsky
mal sei falar seu nome
quanto mais soletra-lo
quanto mais do velho safado absorver algo qualquer que não predisposta e velada simpatia inconfessa

já me disseram também que escrevo como quem prescreve receita de bolo
ya know
i ain´t no smart enough for all da´ illiteracy

(ou não)

como um mendigo andarilho faz planos
é como.
publicar é apenas um atalho à adição do drama do quê de contradição
pois desgosto em nojo as personagens planas

se mandei bem
foi quando:
- me enfureci com uma tal "malditamulher" e falei várias. uma irônica inesperada resposta me levou a todo um buraco negro de literatura bueirística do qual nunca mais voltei na verdade
- gizela e sua alma reviews de discos sonetos neo-raggamuffin e um texto sobre um tal josé que por vezes ainda me tira o sono
- num mosaico meus sentimentos sobre uma noite de epifania e transcendência na buátchy

inacreditável...
she got it.

she ma woman
ma man
ma love
ma friend
segura minha vida com leveza em passos dançarinos
e eu me encolho como um bebê
seguro

amor liberdade música sexo loucura epifania política macrocosmos direito penal vidas passadas drogas corpo alma e o que quer que eu passe a acreditar depois de amanhã
petetosh fidelcastro williwonka lenin mahatmaghandi caetano gil e rita a marginalia a tropicália a gripe aviária tsunamis traficantes johnnydepps acordes abertos com nona maior
não me permite a inconsciência criativa um menu vasto

um folhetim novelesco ecumênico auto-explicativo sobre o entorpecimento o auto-questionamento e a destruição de todo e qualquer princípio moral como saída única à racionalidade do amor




não há porque prolongarmo-nos
não é mesmo
textos grandes
são textos grandes
e fins são todos começos
meios todos eles labirintos
idéias não fazem curvas
não morrem


como um bêbado entende a magnitude de deus descendo a ladeira e desviando dos primeiros coletivos em meio à nascente manhã
cheio de motivos
o meu é um beijaflor
aqui
e
ali



sejamos felizes


jahblues.blogspot.com


rafael 15:45pm


blow it




Sexta-feira, Junho 06, 2008

uma vez me visitou um beija-flor

melodioso em sua insólita reminiscente imagem fugaz de existência
beat acelerado
death punk psy trance electroskyfuck
entrou na varanda pela janela, sem cerimônias porém polido, graciosamente flutuou pelos ares dançando cada um de seus apertados centímetros
e me perdi a pensar na leveza das coisas certas
as que não dependem de nada para serem
simplesmente são
(complicada insanidade)
talvez num reino distante pretérito e algo menos confuso uma rainha triste tenha ordenado às fadas e bruxas que sumissem com todo o amor do mundo e o trancassem onde não pudesse nunca mais fazer doer
e tenham elas escolhido para tal o ser vivo da mais arredia beleza
a que não se toca
(se podemos aprisionar dos pássaros o corpo mas nunca a arte)
o pouso em vôo!
a graça mágica anti-gravitacional
em asas e dança rápidas
como o vento
o pensamento
um bom momento
o clipe na televisão;
para cada sim um não
para cada lua um sol
o fim dos versos em prol
da própria poesia, e então
adentrou minha casa minha vida meu final de tarde o pássaro magnânimo e gentil
sua indiferença quente-lilás
sua aura intocável impenetrável indissolúvel
hermética
etérea
e quando finalmente acostumei-me à idéia
voou embora
para sempre




me visitou o beija-flor
só uma vez


rafael 18:19pm



Quarta-feira, Maio 07, 2008


fim de mês é sempre a mesma história triste um drama vitoriano com final-feliz-em-anticlímax o príncipe overdósico sangrando na boca do dragão e a princesa enlouquecida e leprosa trancada na mais alta torre grafitando versos mas o reggae ah o reggae ensina muito alguém me disse uma vez que mentalizar o que se procura ajuda fazer o lance acontecer bob canta be not selfish in your doings pass it on help your brothers in their neeeeeeeds pass it on (trezentas milhões de negras gordas cantando espíritos num corredor de azulejos) previsível obviamente previsível enlouquecido do amor que me embala rouquidão sussurro extenso a li terá ção delicinha a tua alma dentre os guias todos tantos é a estrela a chave-mestra e no que tange aos intangíveis há tempos me aflige o seguinte pensamento quase como um tirano enlouquecido a pôr em chamas a porra da cidade inteira tenho ao criar buscado encontrar o âmago das coisas todas já que antes de uma coisa houve outra coisa e antes dela tantas outras e tantas e outras vê lá onde começa um oceano de onde vêm os vaga-lumes como faço pra sair daqui sem chamar a atenção do nogueira quanto custa a flor de lis qual a cor dos grandes olhos de jah e por aí vai


rafael 12:15pm


blow it